Apresentação

Eu sei que existem muitos blogs sobre Twilight, mas todos que eu conheço são extremados: ou Twilight é a primeira maravilha, tendo desbancado já as outras sete, ou é um lixo nuclear, cujo úúnico mérito é arder bem e sendo capaz de alimentar uma boa fogueira.
Este blog, portanto, se propõe a um meio-termo: a criticar algumas coisas, sim, mas, também, a encontrar aspectos positivos que merecem atenção e, até, alguma deferência.

Então, para estabelecer os pontos, sim, eu li os livros, e mais de uma vez. Se gostei? Muito! Mas não espere que eu inveje as descontroladas que arrancaram sangue dos pescoços na presença do ator que interpreta Edward; tampouco esperem que eu assine um daqueles blogs do tipo "porque nós odiamos twilight". Existe um meio termo em tudo isso, e é nele que estou.

Então, por tudo isso, mais um blog sobre Twilight!

sábado, 11 de dezembro de 2010

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

En: [Ebook] Bianca D'Arc - Irmandade de Sangue 01 - Primeiro e Único

Tá legal, tá legal!! Crepúsculo é muito bom, Edward é intrigante, Bella
é muito legal. Eu não gosto muito dos lobos, mas há quem goste. Muito
bem, eu confesso, eu me rendo, mas cheeeeeeeeeeeega de vampiros e de
lobos! Pelo
amor de Deus, ninguém tem mais nenhum tema para escrever mais? Umas
paródias de Twilight são tão óbvias e absurdas, que são perfeitamente
cômicas.

Caramba! Fadas, gnomos, batatas voadoras, a ode dos sutiãs
revoltados - qualquer coisa, mas vampiros, não!!!!!!!!!
Se você quer que o galã da sua história, além de ter o charme de Edward
Cullen, a irreverência de Jacob Black e o autruísmo de Carlisle, se
você ainda quer que ele se transforme em um animal, pelo
amor da originalidade, não faça ele se transformar em lobo.. Qualquer
coisa, meu Deus! Doninha!!!!! Leopardo!! Ornitorrinco!!!! Juro, a falna
e a hentomologia são vastíssimos - você vai encontrar uma idéia
original.

Algumas sinopses assustadoras... Dá pra rir ou chorar - você decide...


Um acidente mortal muda o destino de um vampiro solitário.

O Vampiro executor, Atticus Maxwell está na beira do seu próprio
esquecimento... até o batimento cardíaco fraco de uma mulher que
desesperadamente se feriu, quase mortalmente, chamá-lo de volta. O terrível
acidente que quase tirou sua vida, tanto lhe trouxe uma mulher encantadora e
intrigante que só poderia dar-lhe uma razão para viver novamente.

Lissa estava dirigido para uma conferência em um resort em uma última
tentativa para encontrar um emprego. Em vez disso, em uma chuva de estrada
da montanha Slick, quase a matou, e ela encontra o amor de sua vida. Um amor
não dos mais aceitáveis, o recluso dono da vinha em Napa Valley, mas que não
é muito humano.

Nenhuma barreira, nem mesmo dar a notícia aos amigos de Lissa, parece muito
para segurar seu amor e deixá-lo florescer. Até que descubram que o acidente
que os uniu não foi um acidente, e sim uma tentativa de assassinato por um
inimigo desconhecido.

Atticus salvou Lissa uma vez. Ele pode mantê-la dessa forma em face de uma
nova ameaça?

Atenção: Este livro contém línguas excitadas, pescoço quente de morder e o
amor extremo de um homem quente, com um sorriso assassino.


***


Sunshine Demarco é uma vampira de cabelos loiros, olhos azuis que
simplesmente não se encaixava na elite. Realmente, não gosta do estilo de
vida dos vampiros — opulência e excesso em tudo, comer, beber sangue. Mas
ainda tem família e obrigações sociais.

Enquanto assistia uma festa dedicada a um dignitário Europeu, é cativada por
um estranho alto e sombrio.

Uma dança sensual entre eles leva a um encontro de paixão no jardim do
anfitrião.

A realidade os interrompe e Sunshine foge, mas não será a última vez que ela
vê seu amante misterioso.

*****


O mundo é perigoso para Alec Reynard e os de sua espécie. Enquanto a
escuridão de sua alma ameaça dominá-lo, ele se submete a experimentos
médicos secretos que lhe permitem viver sob a luz do dia. Vive uma dupla
vida como guarda-costas e, além disso, tem que lutar contra a atração que
sente por Domini Lancer, uma simples mortal a quem de forma inesperada
reconhece como sua companheira.

Domini não sabe de nada sobre a verdadeira natureza de Alec, mas, quando o
perigo a espreita, ele a sequestra e a leva junto a seu Clã para protegê-la.
Sem poder se ocultar por mais tempo e à medida que é atraído por Domini,
Alec se pergunta se ela aceitará a escuridão que existe dentro dele, ou se é
realmente uma inteligente assassina de vampiros, infiltrada entre os seus.

***


Alexi - Limitado pelas correntes de prata, o vampiro tinha permanecido preso
durante centenas de anos, trancado num mundo de dor e fome, até que o
sedutor perfume do sangue de uma mulher o traz de volta para sua vida
voraz...

Marisa - Excitada com a visão do vampiro algemado na feira, tropeçou na
tenda indo para os braços do homem mais incrível que já tinha visto.
Hipnotizada pelo seu abraço sobrenatural, ela acredita nele quando jura que
a única coisa que quer beber são seus beijos.

*****

Deveria ter sido um sonho transformado em realidade. Que mulher não iria
querer trocar seu trabalho monótono e sua vida aborrecida para converter-se
em uma deusa? Uma deusa que não só é imortal, mas tambem estará atada por
toda eternidade a um vampiro fantasticamente bonito? Porém... ser uma deusa
não é tão bom como parece, como Abby Barlow logo descobre. De fato, em
poucas horas ela se encontrará fugindo de uma horda de demônios, um bando de
zumbis e um poderoso mago que tem intenção de sacrificá-la para seu Príncipe
Sombrio.

E se por acaso isso não fosse suficientemente ruim, perdeu seu trabalho, seu
aluguel venceu e finalmente, ser a salvadora do mundo não vem com pagamento
incluído.

Bem-vinda aos Guardiões da Noite!


****


Nas extensões virgens do oeste americano, Tomás Alejandro Randall era
conhecido como "O Lobo", o forasteiro e inimigo acirrado do poderoso
financeiro Cole McLean.

Poucos humanos conheciam sua verdadeira identidade: herdeiro de uma linhagem
de homens lobo que o fazia tanto uma fera exótica, como um homem
devastadoramente atraente.

O plano de Tomás era enrolar a elegante noiva de Cole McLean, Lady Rowena
Forster, para levá-la de sua mansão de Nova Iorque, a selvagem fronteira.

Ali planejava seduzir à beleza de cabelo dourado como vingança, por causa da
destruição de sua família nas mãos de McLean.

***


Lúcio, o escravo de Cantarzo, carrega seu mestre vampiro encerrado numa
caixa de madeira. Sua missão é levá-lo até Tereza, uma bruxa que vive ao
norte do Brasil, que fará com que Cantarzo desperte e se torne o rei dos
vampiros. Com poucas pistas sobre o real paradeiro da tal bruxa, o lacaio do
vampiro começa uma jornada que trará resultados nefastos caso alcance seu
objetivo.

Do lado dos humanos, bento Lucas faz crescer em seus semelhantes a chama da
esperança, empurrando-os pelos trilhos da reconquista do país até então
assolado pelos inimigos noturnos.

***


Depois de passar pela pior dor que um ser humano pode passar, Cassandra
decide viajar para o Haiti, onde, segundo rumores, vive um sinistro mestre
do vodu que pode ressuscitar os mortos. O ambicioso Devon Murphy aceita
guiar Cassandra até lá em segurança, porém o apelo sensual de Devon promete
um outro tipo de perigo... Enquanto Cassandra e Devon seguem para o
misterioso vilarejo no coração da selva, a atração entre eles explode num
desejo inebriante, e Cassandra começa a questionar sua resolução de nunca
mais se apaixonar.


É impossível resistir ao charme de Devon, mas a descoberta do segredo do
macabro ritual pode implicar num alto preço a pagar...


****


Gabriel Letourneau, um Vampiro de quatrocentos anos de idade, esteve
guardando Fate Harding das Forças Escuras que os rodeiam durante um tempo
larguíssimo. A noite em que o período de perseguição chega a seu fim, quando
Gabriel finalmente acredita que ela está a salvo, Fate é violentamente
atacada, Abraçada[1], e abandonada diante sua porta.

Fate não sabia que tinha um guarda-costas vampírico até a noite em que se
transformou em Vampiro. Ela acorda de sua dura experiência com um poderoso
desejo de sexo e sangue, e Gabriel se vê perfeitamente capaz de satisfazer
todas suas necessidades imediatamente. Com um desejo sexual o
suficientemente quente para incendiar a cidade inteira, recorre a Gabriel
para saciar as luxúrias dos recentemente Abraçados e lhe ensinar os costumes
de sua nova vida.

Fate acorda algo dentro de Gabriel que esteve dormido durante séculos. Ele é
insaciável em todos os aspectos no que se refere a ela, mas domesticar e
reter à fogosa e teimosa Fate é outra coisa diferente. Sobretudo quando ela
tem uma história de maus tratos e traição por parte daqueles aos que amava.
O desafio máximo de Gabriel se transforma em ganhar a confiança de Fate.

Até se Gabriel conseguir convencer Fate de que ele é o único homem para ela,
não pode retê-la. Alguém está espreitando Fate, manipulando a ambos, e
castigando Gabriel por seus pecados passados.

****

Será ele o inimigo... ou o homem que salvará sua vida?

Shay é a última de sua espécie. Seu sangue é um afrodisíaco para os
vampiros, que o consideram mais precioso que ouro. Mas uma maldição a leva a
ser vendida num leilão de escravos, e seu destino se torna incerto...

Viper, o carismático chefe de um perigoso clã de vampiros, não consegue
explicar o desejo irrefreável de possuir a bela mulher que um dia salvou sua
vida. Agora ele está livre para fazer com ela o que quiser, mas, por mais
que deseje Shay, ele quer que ela se entregue por livre e espontânea
vontade...

Um mal oculto parece perseguir Shay desde que ela deixou o mercado de
escravos ao lado de Viper, um mal que põe em perigo a existência de toda a
espécie dos vampiros, e não faz sentido ele correr tamanho risco apenas para
ficar com ela. Mas o amor que sente por Shay é suficiente para fazer Viper
ir até o inferno e voltar, se isso significar tê-la em seus braços por toda
a eternidade...
***

''Alguém, certa vez, falou que em cidade pequena não existem segredos. Esse
alguém, certamente, jamais passou por Monte Seco... Eu passei.''

.

Melanie passaria despercebida caminhando pela rua. Garota simples e sem
grandes pretensões, que de uma hora pra outra, percebe-se cercada por
segredos que ocultam uma disputa milenar - protagonizada por nada menos que
vampiros e homens lobos. O que essa garota faz perdida no meio desta
extraordinária batalha? Somente Os Segredos de Uma Noite podem
revelar...


***

Quando a paixão explode, nada volta a ser o mesmo, seja entre humanos ou
entre homens lobos.

Donovan. É um Protetor. Sua tarefa consiste em levar de volta à manada à
líder. Mas quando aspira pela primeira vez a sedutora fragrância de Lisa
Delaney, esta se converte em sua presa, em corpo e alma. E ele está disposto
a arriscar ambas as coisas por uma paixão que vai além de todos os limites.

Kelon. É o melhor Protetor de toda a manada. Sua única intenção é voltar
para seu lar depois de ter ajudado ao Donovan, mas não conta com que Robin
Delaney lhe distraia até o ponto de trocar seus planos.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Matadores de vampiras lésbicas

E ainda dizem que não existe nada pior que twilight.

Eu chorava e ia dormir

(Lesbian Vampire Killers, Inglaterra, 2009)


SINOPSE
Fletch and Jimmy decidem passar um fim de semana próximos à natureza. As coisas não terminam muito bem quando ficam presos em um vilarejo onde todas as mulheres
são escravizadas por uma legendária maldição de vampiros. Eles terão que deixar todos os seus medos (e sonhos) para trás e se tornarem Matadores de Vampiras Lésbicas.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Sim, eu gosto de Rosalie

Para fãs e não-fãs, Rosalie é definida apenas como a "psicopata
maternal". De fato, a relevância dela é muito pequena, até amanhecer.
Mas do pouco que vi, nos livros oficiais e em "Sol da Meia-noite" (que
vale super a pena, se vocÊ quiser conhecer melhor os Cullen), ela é
interessantíssima.
O capítulo em que ela conta sua história nos permite muitas
reflexões sobre a beleza, em si. Acho que, no fundo, ela tem uma
relação ambivalente com sua aparência, e não é para menos.
Rosalie teve, durante a vida humana, incríveis vantagens e
desvantagens por ter sido sempre a mais bonita. As vantagens são óbvias:
admiração, a atenção dos pais; e as desvantagens? Acho que ela se sentia
triste por nunca ter sido amada por quem realmente ela era, e daí vinha
a inveja de sua amiga genérica, casada com um homem genérico.
E a fixação dela por nunca ter tido filhos? Acho que eu entendo
isso. Quero dizer, um filho não a amaria por ela ser "a mais bonita";
ele a amaria porque ela seria sua mãe, simples assim.
Existe nela uma tal cede de amor, uma tal sinceridade, que converge
simpatias, indiscutivelmente.
Só me perco nas reais fundações do amor entre ela e Emmett. Ela diz
que o escolheu pelas suas "covinhas", que lhe fizeram lembrar do bebê da
sua amiga. Mas, e agora? O que será que ela vê nele? Por que ela disse
uma das frases mais lindas de todo o livro? "Emmett é tudo que eu
pediria, se me conhecesse bem o suficiente para saber do que precisava"?
O que une pessoas aparentemente tão diferentes, com humor diferente,
perspectivas, expectativas diferentes?
E aí entra a maternidade, toda aquela história de ela apoiar a Bella
a ter o seu "bebê-vampiro-potencialmente-assassino".
Acho que, sim, ela teve afinidade com Bella, ali. Creio que de todos,
excetuando talvez Esme que, ao que sabemos, tentou suicídio porque
perdeu seu filhinho,- Rosalie estava mais preparada para sentir a
"impressão" que a maternidade fez na esposa de Edward.
Edward diz que ela estava só visando o bebê, mas não sei se ele
é um referencial confiável ali, dado seus próprios sentimentos
contraditórios em relação ao feto.
Então, sim, eu gosto da "psicopata maternal" e gostaria de ter visto
mais sobre ela, nos livros.
Abaixo, segue um escrito não-oficial da tia Steph, narrado por
ninguém menos que pela Rose... :-)))) Deliciem-se, eeee

Erro de cálculo

Um pequeno som cochichado - não aqui, a uns cem metros ao norte - me fez
pular. Minha mão se fechou automaticamente envolta do telefone, o
fechando e o tirando de vista no mesmo movimento.

Eu joguei meu cabelo por cima do ombro, espiando pelas janelas altas até
a floresta. O dia estava escuro, nublado; meu próprio reflexo era mais
claro que as arvores e as nuvens. Eu encarei meus olhos arregalados e
assustados, meus lábios caídos nos cantos, a pequena ruga na vertical
entre minhas sobrancelhas&

Fiz uma careta, substituindo a expressão de culpa por uma de desprezo.
Um desprezo atraente. Inconscientemente, eu notei como a expressão de
raiva combinava com o meu rosto, contrastando belamente com o dourado
dos meus cachos grossos. Ao mesmo tempo, meus olhos procuravam pela
floresta vazia do Alasca, e eu fiquei aliviada que ainda estivesse
sozinha. O som não tinha sido nada - um pássaro ou uma brisa.

Não tinha porque sentir alívio, eu disse a mim mesma. Não tem porque se
sentir culpada. Eu não tinha feito nada de errado.

Os outros estavam planejando nunca contar ao Edward a verdade? Deixá-lo
rolar de angustia por becos sujos, enquanto Esme ficava de luto e
Carlisle tentava adivinhar cada decisão dele e a alegria natural da
existência de Emmett lentamente se transformar em solidão? Como isso
podia ser justo?

Além do mais, não havia como manter segredos do Edward. Mais cedo ou
mais tarde ele iria nos encontrar, vir visitar a Alice ou o Carlisle por
alguma razão, e então ele descobriria a verdade. Ele teria nos
agradecido por mentir para ele como nosso silencio? Dificilmente. Edward
sempre tinha que saber de tudo; ele vivia para esse sentido de
onisciência. Ele teria um belo surto, e só ficaria mais irritado que nós
escondemos a morte da Bella dele.

Quando ele se acalmasse e superasse toda essa bagunça, ele provavelmente
me agradeceria por ser a única corajosa o suficiente para ser honesta
com ele.

A quilômetros de distancia, um falcão gritou; o som me fez pular e
checar a janela de novo. Meu rosto tinha a mesma expressão de culpa de
antes, e eu me olhei com raiva no vidro.

Ótimo, então eu tinha minhas próprias razões. Era tão ruim assim que eu
quisesse que a minha família ficasse junta novamente? Era tão egoísta
sentir falta da paz, da felicidade sem fim a qual eu já tinha me
acostumado, a felicidade que Edward parecia ter levado com ele em sua
viagem?

Eu só queria que as coisas voltassem a ser como eram antes. Isso era
errado? Não parecia tão horrível. Afinal, eu não tinha feito isso só
para mim, mas para todos. Esme, Carlisle e Emmett.

Não tanto por Alice, embora eu teria presumido& Mas Alice sempre tinha
estado tão certa que as coisas dariam certo no fim - que Edward seria
incapaz de ficar longe de sua namoradinha humana - que ela não tinha se
preocupado em ficar de luto. Alice sempre tinha funcionado em um mundo
diferente do resto de nós, trancada em sua realidade mutável. Já que o
Edward era o único que podia participar dessa realidade, eu tinha
pensado que a ausência dele seria mais difícil para ela. Mas ela estava
segura como sempre, vivendo à frente, sua mente em um tempo que seu
corpo ainda não tinha alcançado. Sempre tão calma.

Mas ela tinha ficado fora de si quando viu Bella pular&

Eu tinha sido muito impaciente? Agido rápido demais?

Era melhor que eu fosse honesta comigo mesma, porque Edward veria cada
insignificância em minha decisão assim que ele voltasse para casa.
Melhor que eu reconhecesse logo meus motivos mesquinhos, os aceitasse de
uma vez.

Sim, eu estava com ciúmes do jeito que a Alice se sentia sobre a Bella.
Alice teria corrido tão rápido, com um pânico tão desesperado, se ela
tivesse me visto pulando de um penhasco? Ela tinha que amar essa
humanazinha comum tão mais do que me amava?

Mas o ciúme era só uma pequena coisa. Talvez tivesse acelerado a minha
decisão, mas não tinha sido o principal motivo. Eu teria ligado para o
Edward de qualquer jeito. Tinha certeza que o Edward iria preferir minha
honestidade objetiva do que a decepção bondosa dos outros. A bondade
deles já estava condenada desde o começo; Edward viria para casa
eventualmente.

E agora ele podia voltar para casa antes.

Não era a felicidade da minha família que eu sentia falta.

Eu sentia saudade do Edward também, de verdade. Eu sentia saudade das
pequenas observações cortantes dele, do humor negro que sempre estava
mais em harmonia com o meu do que o feliz e brincalhão do Emmett. Eu
sentia saudade da musica - o radio dele tocando sua ultima descoberta
indie, e o piano, o som do Edward transformando seus pensamentos quase
sempre remotos em música. Eu sentia saudade dele murmurando da garagem
ao meu lado enquanto nós mexíamos nos carros, a única hora em que
ficávamos em perfeita sincronia.

Eu sentia saudade do meu irmão. Com certeza ele não me julgaria tão
duramente depois que ele visse isso na minha cabeça.

Seria desconfortável por um tempo, eu sabia disso. Mas o mais cedo que
ele voltasse para casa, mais cedo as coisas poderiam ser normais de
novo&

Eu busquei em minha cabeça algum luto pela Bella, e fiquei contente em
encontrar que eu sentia pena da menina, sim. Um pouco. Uma coisa era
certa, pelo menos: ela tinha feito o Edward feliz em um jeito que eu
nunca tinha visto antes. É claro, ela também tinha o deixado mais
infeliz que qualquer outra coisa em seus cem anos de vida. Mas eu
sentiria falta da paz que ela tinha dado a ele durante aqueles poucos
meses. Eu podia verdadeiramente lamentar a perda dela.

Esse reconhecimento me fez sentir melhor comigo mesmo, satisfeita. Eu
sorri para o meu rosto no vidro, emoldurado pelo meu cabelo dourado e as
paredes de cedro vermelhas da sala de estar aconchegante e longa da
Tanya, e aproveitei a visão. Quando eu sorria, não havia mulher ou homem
no planeta, mortal ou imortal, que podia se comparar comigo em beleza.
Era um pensamento consolador. Talvez eu não fosse a pessoa mais fácil de
se conviver. Talvez eu fosse superficial e egoísta. Talvez eu tivesse
desenvolvido uma personalidade melhor se eu tivesse nascido com um rosto
comum e um corpo normal. Talvez eu tivesse sido mais feliz assim. Mas
isso era impossível de provar. Eu tinha a minha beleza; isso era algo em
que eu podia contar.

Eu alarguei o sorriso.

O telefone tocou e eu automaticamente apertei a mão, embora o som
tivesse vindo da cozinha, não do meu pulso.

Eu soube na hora que era o Edward. Ligando para checar a informação que
eu tinha dado. Ele não confiava em mim. Ele achava que eu era cruel o
bastante para fazer piada disso, aparentemente. Eu fiz uma careta quando
eu voei para a cozinha para atender o telefone da Tanya.

O telefone estava no canto mais distante, em cima do longo balcão de
cortar carnes. Eu o peguei antes que o primeiro toque tivesse terminado,
e virei a cabeça para a porta da frente quando atendi. Eu não queria
admitir, mas eu sabia que estava esperando o retorno do Emmett e o
Jasper. Eu não queria que eles m vissem falando com o Edward. Ficariam
com raiva&

- Sim - eu perguntei.

- Rose, eu preciso falar com o Carlisle agora - Alice disse ríspida.

- Ah, Alice! Carlisle está caçando. O quê -

- Ótimo, assim que ele voltar, então.

- O que é? Eu vou atrás dele agora mesmo e peço para ele ligar para você
-

- Não - Alice interrompeu de novo. - Estarei em um avião. Olha, você
teve notícias do Edward?

Foi esquisito como o meu estomago se revirou, parecendo descer pelo meu
abdômen. A sensação trouxe um estranho déjà vu, uma alusão a uma memória
humana, há muito perdida. Náusea&

- Bem, sim, Alice. Verdade. Eu falei sim com o Edward. Há alguns minutos
- Por um breve segundo eu brinquei com a idéia de fingir que o Edward
tinha me ligado, uma coincidência aleatória. Mas é claro que não tinha
sentido em mentir. Edward já me daria trabalho o suficiente quando ele
viesse para casa.

Meu estomago continuou a se mexer estranhamente, mas eu o ignorei.
Decidi ficar nervosa. Alice não devia falar assim comigo. Edward não
queria mentira, ele queria a verdade. Ele me apoiaria quando viesse para
casa.

- Você e Carlisle estavam errados - eu disse. - Edward não gostaria que
mentissem para ele. Ele iria querer a verdade. Ele quis. Então eu dei a
ele. Eui liguei para ele& Eu liguei para ele muitas vezes - eu admiti. -
Até que ele atendesse. Uma mensagem teria sido& errado.

- Por quê? - Alice ofegou. - Por quê você fez isso, Rosalie?

- Porque o quanto antes ele esquecer isso, quanto antes as coisas
voltarão ao normal. Não teria ficado mais fácil com o tempo, então por
que adiar? Tempo não vai mudar nada. Bella está morta. Edward vai ficar
de luto e então superar. Melhor que ele comece agora do que depois.

- Bem, você está errada nos dois casos, Rosalie, então isso seria um
problema, não acha? - Alice perguntou um tom feroz, cruel.

Errada nos dois casos? Eu pisquei rápido, tentando entender.

- Bella ainda está viva? - eu sussurrei, sem acreditar nas palavras. Só
tentando adivinhas a que casos Alice estava se referindo.

- Sim, é isso mesmo. Ela está absolutamente bem -

- Bem? Você disse que ela pulou de um penhasco!

- Eu estava errada.

A palavra soou tão estranha na voz de Alice. Alice, que nunca estava
errada, que nunca era pega de surpresa&

- Como? - eu sussurrei.

- É uma longa história.

Alice estava errada. Bella estava viva. E eu tinha dito&

- Bem, você causou uma bela bagunça - eu resmunguei, transformando meu
pesar em acusação. - Edward vai ficar furioso quando voltar para casa.

- Mas você está errada sobre essa parte também - Alice disse. Eu podia
dizer que ela estava falando por entre os dentes. - É por isso que eu
estou ligando&

- Errada sobre o quê? Edward voltar para casa? É claro que ele vai
voltar - eu ri, zombando. - O quê? Você acha que ele vai dar uma de
Romeu? Há! Como algum estúpido e romântico -

- Sim - Alice sibilou, a voz como gelo. - É exatamente isso que eu vi.

A convicção dura da voz dela deixou meus joelhos bizarramente bambos. Eu
segurei na viga de cedro para me apoiar - apoio que meu corpo duro feito
diamante não precisava. - Não. Ele não é assim burro. Ele - ele deve
perceber que -

Mas eu não conseguia terminar a frase, porque eu podia ver na minha
cabeça, uma visão própria. Uma visão de mim. Uma visão impensável de
como seria a minha vida se de algum modo o Emmett deixasse de existir.
Eu tremi e me recolhi de horror com a idéia.

Não - não tinha comparação. Bella era só humana. Edward não queria que
ela fosse imortal, então não era a mesma coisa. Edward não podia sentira
mesma coisa!

- Eu - eu não tive intenção, Alice! Eu só queria que ele voltasse para
casa! - minha voz era quase um urro.

- É um pouco tarde demais para isso, Rose - Alice disse, mais grossa e
fria que antes. - Guarde seu remorso para alguém que acredite nele.

Houve um clique, e então o barulho da linha.

- Não - eu sussurrei. Sacudi a cabeça lentamente por um momento. -
Edward tem que voltar para casa.

Eu encarei o meu rosto na chapa de vidro da porta da frente, mas não
conseguia mais o enxergar. Era só um borrão de branco e dourado.

Então, através do borrão, longe na floresta distante, uma arvore enorme
se agitou irregularmente, diferente do resto da floresta. Emmett.

Eu empurrei a porta para longe do meu caminho. Ela bateu violentamente
contra a parede, mas o som estava bem atrás de mim enquanto eu corria
pelo verde.

- Emmett! - eu gritei. - Emmett, ajuda!

Fonte: Foforks

sábado, 23 de janeiro de 2010

Criticar com bom nível dá à crítica mais sentido

Penso que seja importante separar as coisas e que, sobretudo, ao
criticar algo, devamos preservar um mínimo de bom senso.
Uma das críticas mais descabeladas sobre Twilight é quando dizem que
tia Steph "escreveu um livro tão ruim" por ser mórmon e aí despejam uma
série de ataques aos mórmons em geral e a tia Steph, em particular.
Os apelos pessoais de péssimo nível e coerência nula continuam,
como, por exemplo, sobre ela não saber nada de sexo (também por culpa da
sua religião) e só ter tido intimidades com o esposo para gerar os
filhos.
Fala sério!!!!
Continuo batendo o pé: Twi não é a oitava maravilha, mas é uma
história psicologicamente muito rica, emocionalmente muito interessante
e instrutiva, até.
Tem suas falhas, é óbvio, mas isso não significa que seja inútil. A
propósito, livros perfeitos são muito raros. Leia um mais de quatro vezes, e
começará a perceber pequenas incoerências e coisinhas assim.
Tudo bem, tudo bem, Twi até pode abusar da conivência concedida
a autores estreantes, mas, ainda assim, vale a pena ser lido. E se fosse
um lixo total, a religião da autora deveria ser deixada fora disso.
As críticas mais ácidas que vi em relação a isso, giravam em torno
da insistência da autora de preservar seus protagonistas de intercâmbios
sexuais até a hora do casamento.
Querem saber? Eu achei bastante original e interessante. Tudo bem
não ser a opção da maioria, mas, sim, é uma opção. E por que não? Se o
romance é dela, ela põe ou não põe os personagens nos "finalmentes"
quanto, como e se ela quiser.

Critiquem, meus amigos, mas conservem o respeito, a classe e a
coerência.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

E agora, Bella Swan

Em primeiro lugar, gostaria de expressar meu repúdio à Bella dos
filmes. Acho que tentaram fazê-la com mais iniciativa, (como se ela
precisasse) mas, ao meu ver,
construíram uma das personagens mais chatinhas de todos os tempos.
Bella se acha. Ela entende tudo, sabe de tudo e, o que não sabe,
pesquisa no Google. O jeito que ela trata o pai, ninguém merece. O jeito
superior dela com as amigas, só Deus explica como elas aturam.
Supúnha-se que os vampiros fossem os seres sobrenaturais da trama, mas
Bella, com sua chatice sobrenatural, faz os vampiros parecerem meros
coadjuvantes deslocados.
Aparentemente o verão ao lado de Edward Cullen fez milagres, porque
a Bella do filme "Lua NOva" está ligeiramente mais suportável.
Mas, de verdade, o objetivo aqui é falar da personagem original, então,
vamos lá.
Ela começa como uma personagem ligeiramente chata no primeiro
livro, toda superior porque veio de uma cidade grande e toda enjoativa
com o seu jeito dramático de ver as coisas.
Muita gente fala mal de ela ser tão cobiçada no começo, mas é um
comportamento comum de jovens de uma cidade pequena em relação a outro
do sexo oposto de uma cidade grande, então tia Steph apenas refletiu a
realidade.
Então Edward aparece e ela vai melhorando, vai amadurecendo. `
como se as dificuldades porque vai passando fossem ajudando-a a separar
as coisas e a crescer, em um sentido mais amplo.
Dizem que Bella é muito submissa. Eu nunca entendi o fundamento disso.
Para mim, eles confundem arrebatamento amoroso com submissão afetiva. A
maior parte das análises sobre a submissão da Bella são, no mínimo,
parciais: pegam, como sempre, trechos isolados, frases, apenas, e, a
partir daí, deduzem tudo o mais.
Pessoalmente, não vejo desse
modo. Vamos lá, aonde os críticos estavam quando ela briga com Edward e
força as coisas até ficarem do jeitinho que ela quer, por várias vezes? NO primeiro livro,
eles nem namoravam ainda, e ela passa o maior sabão nele. Me refiro ao
trecho do "frustrante e não-frustrante"; e quando James começa a
persegui-la e ela se impõe diante de três vampiros com a melhor idéia? depois, quando Jacob entra em
cena e ele fica
com ciúmes (ahn, Edward jura que está só preocupado com a segurança
dela, mas só Bella acredita nisso) ela deixa muito claro que gosta de
Jacob e continuará a vê-lo sim, e força tanto a barra, que Edward acaba
levando-a até a fronteira um monte de vezes. "eu sou a suíça!" Em
Eclipse, idem: ela vai
indo, vai indo, até que ele fica com ela na batalha da clareira com os
recém-nascidos, e não lutando com os demais, como era o planejado.
"Aquele lance todo do compromisso. Acho que é até o nome do capítulo.".
E em
amanhecer, quem mesmo queria aquele bebê vampiro, em primeiro lugar? E,
antes disso, quem mesmo queria ter relações com o Edward, apesar da
opinião dele?
Tudo bem, ela cede
algumas vezes, e de forma fácil e até vergonhosa, mas daí a ser um
fantoche sem opinião, vai um longo espaço. Então, os críticos que me
perdoem, Bella pode até ser sonsa e lenta de vez em quando, mas quando ela
arranja uma prioridade, corre atrás sem pedir fiador e ponto final e
isso é o oposto de submissão.
Entretanto Edward vai embora em Lua Nova e entra em cena Jacob Black e,
com ele, uma nova Bella.
Uma das sacadas psicológicas mais bem feitas da Bella está aí:
existem duas dela: a Bella de Edward e a Bella de Jacob.
A Bella de Jacob se esbalda com a levesa que este lhe proporciona.
Ela não tem medo de ser palhaça, não precisa ser a adulta, não precisa
ser tão responsável. `um tipo Bella-zona-de-conforto que nunca pôde ser
quando precisava ter responsabilidade por ela e pela mãe e quando
namorava um homem com a cabeça do seu avô. A Bella de Jacob ri mais e é
mais ousada embora, claro, permanentemente meio infeliz, porque Edward
não estava por perto.
Eu chego a me perguntar quanto da "Bella de Jacob" é a "Bella de
Jacob", e quanto de toda aquela euforia é uma tentativa de sobreviver
ao Edward, como se, para seguir sem ele, ela não pudesse ser mais a
mesma pessoa.
`muito interessante a explosão dela, quando Alice reaparece. Como
se todo o monumento de "estou bem, ok?" ruísse de uma vez só e
sobreviesse a garota assustada e perdida que houvera ali, o tempo todo.
FOi, para mim, uma cena especialmente chocante, porque, lendo-a com
Jacob, eu quase acreditei que ela ficaria bem, simplesmente. Que ela
estava gradualmente envolvendo e sendo envolvida e que, em algum
momento, Edward seria apenas mais uma cicatriz na vida dela.
Daí vemos tudo de Volterra e, finalmente, Edward volta. Jacob
vira "o personagem que ficou sobrando", simpático, apaixonado e...
Lobizomem.
Edward tenta negar a Bella, tenta disfarçar tudo com quilos de
autruísmo, mas ele está morrendo de ciúmes do Jack o tempo todo... E
com razão. E Bella? Embora ela demore muito a perceber, ela também está
mortalmente dividida: a Bella de Jack e a Bella de Edward, apesar de eu
achar que o que pega mais seja um medo implícito de que Edward vá embora
outra vez, posto que ela não se acha suficientemente boa para ele.
Confesso que a protagonista da série não tem muito do meu respeito,
até aí. Eu não a detesto, veja bem. Tenho até empatia com a situação
dela, de ser, por exemplo, uma humana nada talentosa interagindo com um
monte de vampiros maduros e superpoderosos, mas ela não tem muito do meu
respeito.
Ela é só uma garota prosaica, que acerta e erra, como todo mundo e
tem dois caras de bandeja.

As coisas mudam quando Bella beija Jacob e admite que também o ama.
Sim, acho que foi a partir daí que ela mostrou quem realmente era. Foi
quando sentiu, tocou no fato de que se sentia emocionalmente envolvida
pelos dois, fisicamente atraída pelos dois, romanticamente entrelaçada
aos dois e decidiu fazer sua escolha.
Ela podia "enrolar". Ela podia fugir. Ela podia se mascarar. Ela
podia manipular Edward e Jacob facilmente, mas não fez. Ela decidiu. E
agiu. E arcou com a dor e a glória da própria escolha. E, finalmente,
ganhou meu respeito.
*Trecho transcrito ao final*
Ela assume que prefere o Edward, conta ao Jacob com honestidade
total e tem a coragem de chorar o que jamais terá até o fim, sem fugir
por um momento sequer, sem se iludir. Depois, junta os cacos e segue seu
caminho com o escolhido sem olhar para trás, até o momento em que começa
a gestar a alma gêmea de Jacob, mas aí, já é outra história.
Então vem o casamento e, bem grudadinho, a maternidade. Eu só vejo o
povo dizer que o parto dela é nojento, mas nunca vi ninguém se debruçar
sobre os efeitos que tornar-se mãe tem sobre a nossa personagem.
Tá bem, tem
muito de transferência na minha admiração por Bella ao arcar com um
bebê que
ninguém mais quer, a sofrer o que quer que seja, para ter um "final
feliz" que só ela vê. Ela faz alianças, aposta tudo e vai até ao fim e
produz, na minha opinião, uma das cenas mais lindas de toda série, que
é fazer Edward e Jacob lutarem por um único objetivo, a aliança mais
improvável de todo o enredo.
Já vi muitos descreverem o parto de Bella como estranho e repulsivo.
Eu penso que sou das poucas que achou aquilo tudo lindo, lindo de
chorar. A determinação
dela, a resistência, a coragem de ir até ao fim e, no final, os dois
ajudando o bebê a nascer, tentando mantê-la viva.
Aquilo é lindo demais. `o fim do processo. `a glória dele.
E o ciúme de Bella sobre Jacob ter o empiting com a Renesmey?
muito materno, se me permitem dizer. Bella mãe é muito fofa, muito...
Bela mesmo.
`um dos motivos pelos quais eu gosto de Crepúsculo, no frigir dos
ovos. Dá gosto ver aquela menininha mimada e dramática virar uma
mulher, parar de choramingar encima das próprias mágoas para lutar pelo
que quer, sem, para isso, precisar manipular ninguém, como certas
heroínas fazem por aí.
É isso. Quem quiser atirar, vá em frente. Abaixo, os trechos
prometidos.

--------------


Reencontro de Bella e Alice:

Imóvel e branca de uma forma que não era natural, com os grandes olhos
escuros atentos em meu rosto, minha visitante esperava
completamente parada no meio do corredor,
linda além da imaginação. Meus joelhos tremeram por um segundo e eu
quase caí. Depois me atirei para ela. ­ Alice, ah, Alice!
­ gritei, enquanto me jogava. Tinha
esquecido como Alice era dura; era como correr direto para um muro de
cimento. ­ Bella? ­ havia um misto estranho de alívio
e confusão em sua voz. Abracei-a, ofegando,
tentando sentir o máximo possível o cheiro de sua pele. Não era igual a
nada ­ não era floral nem picante, nem cítrico nem
almiscarado. Nenhum perfume no mundo podia
se comparar àquilo. Minha memória não lhe fazia justiça. Não percebi
quando o ofegar se transformou em algo mais ­ só vi
que estava chorando quando Alice me arrastou
para o sofá da sala e me colocou em seu colo. Era como me enroscar numa
pedra fria, ma uma pedra que contornava confortavelmente
o formato de meu corpo. Ela afagou
minhas costas num ritmo suave e esperou que eu me controlasse. ­ Eu...
Desculpe ­ balbuciei. ­ Estou tão... feliz... por
ver você! ­ Está tudo bem, Bella. Está tudo
bem. ­ Sim ­ chorei. E pela primeira vez parecia estar mesmo.

(Lua NOva)


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A Bella de
A Bella de Edward e a Bella de Jacob

Eu fiz o caminho para o meu quarto, cega e tropeçando. Uma vez dentro,
eu lutei com o abridor da minha pulseira, tentando
abrí-la com
os dedos tremendo. "Não, Bella", Edward sussurrou, capturando as minhas
mãos. "Isso é parte de quem você é". Ele me puxou
para o berço dos seus braços e os soluços
ficaram livres de novo. O mais longo dos dias parecia estar se esticando
mais e mais. Eu me perguntei se ele ia acabar um
dia. Mas, apesar da noite ter se passado
implacavelmente, não foi a pior noite da minha vida. Eu tirei conforto
disso. E eu não estava sozinha. Havia uma boa quantidade
de conforto nisso também. O medo
de Charlie de descontroles emocionais evitou que ele viesse me checar,
apesar de eu não ter ficado quieta - ele provavelmente
não dormiu mais que eu. A minha compreensão
tardia parecia insuportavelmente clara essa noite. Eu podia ver cada
erro que eu havia cometido, cada dano que eu havia
causado, as coisas pequenas e as coisas grandes.
Cada dor que eu havia causado a Jacob, cada ferida que eu havia dado a
Edward, foram aumentando em pilhas organizadas que
eu não podia

ignorar e nem negar. Eu me dei conta de que estive errada o tempo
inteiro sobre os imãs. Não eram Edward e Jacob que eu
estava tentando forçar a ficarem juntos,
eram as duas partes de mim mesma, a Bella de Edward e a Bella de Jacob.
Mas elas não podiam existir juntas, e eu nunca devia
ter tentado. Eu havia causado tanto
dano. Em algum ponto da noite, eu me lembrei da promessa que havia feito
a mim mesma essa manhã - que eu nunca faria Edward
ver vertendo outra lágrima por Jacob.
Esse pensamento trouxe uma rodada de histeria que assustou Edward mais
do que a choradeira. Mas isso passou também, quando
teve que passar. Edward disse pouco; ele
só me segurou na cama e me deixou arruinar a camisa dele, pingando de
água salgada. Levou mais tempo do que eu esperava
para aquela parte menor de mim, a parte quebrada,
chorar tudo. Aconteceu, no entanto, e eventualmente eu fiquei exausta o
suficiente pra dormir. A inconsciencia não trouxe
alívio completo da dor, só uma calma entorpecida,
como se fosse um medicamento. A tornou mais suportável. Mas ela ainda
estava lá; eu estava consciente dela, mesmo adormecida,
e isso me ajudou a fazer os ajustes
que eu precisava fazer. A manhã trouxe consigo, se não uma perspectiva
mais clara, pelo menos uma medida de controle, alguma
aceitação. Instintivamente, eu soube
que a nova lágrima do meu coração sempre doeria. Isso simplesmente seria
uma parte de mim agora. O tempo faria ser mais
fácil - isso era o que todo mundo sempre
dizia.

(Eclipse)

*****
Bella com ciúmes de Renesmey - So sorry, mas eu não consegui não postar
essa parte!!!



"Eu olhei
para Jacob, uma expressão meio furiosa e ansiosa. Os olhos dele estavam
fixados no rosto de Renesmee. Com todos colados,
foi tocado no mínimo por seis vampiros diferentes
naquele momento, e não pareceu incomodá-lo nenhum pouco. Ele realmente
iria continuar para me proteger de mim mesma? O que
poderia ter acontecido durante minha transformação---
minha alteração em algo que ele odeia --- que poderia o tornar tão
afetado para essa necessidade? Eu pensei nisso,
vendo-o
encarando minha filha. Encarando ela como...
como se ele fosse um homem cego vendo o sol pela primeira vez.

"Não!" Eu disse. Os dentes de Jasper se juntaram e os braços de Edward
se colocaram no meu corpo como se estivesse me enforcando.
Jacob tirou Renesmee dos meus braços
no mesmo segundo, e eu não tentei segurá-la. Porque eu senti vindo --- o
momento
pelo que eles estavam esperando. "Rose," Eu disse
entre meus dentes, bem lentamente e precisa.
"Pegue Renesmee." Rosalie a abraçou em seus braços, e Jacob deu minha
filha para ela de primeira. Ambos se afastaram de
mim. "Edward, eu não quero te ferir, então
por favor se afaste de mim." Ele hesitou. "Vá ficar em frente à
Renesmee," Eu sugeri. Ele deliberou, e então me soltou.
Eu me desviei da minha multidão de caça e
dei dois lentos passos em direção a Jacob. "Você não.." Eu disse a ele.
Ele se afastou, com as palmas das mãos para cima,
tentando argumentar comigo. " Você sabe
que não é algo que eu posso controlar." " Seu estúpido vira-lata. Como
você pôde? Meu bebê!" Ele se jogou na frente da porta
agora enquanto eu o enfrentava, meio
querendo se afastar para as escadas. "Isso não foi idéia minha, Bella!"
"Eu a segurei uma vez, e você já achou que você
teve algum direito sobre ela? Ela é minha
"Eu posso dividir", ele disse argumentando conforme recuava pelo
gramado. "Pague por isso" Eu ouvi Emmett dizer atrás de
mim. Uma pequena parte do meu cérebro perguntou
quem tinha sido contra esse resultado. Eu não perdi muita atenção nisso.
Estava tão furiosa. "Como você se atreve a ter
impressão com meu bebê? Você perdeu a noção?"
"Isso foi involuntário!" Ele insistiu, indo para as árvores. Então ele
não estava sozinho. Os dois grandes lobos reapareceram,
ao lado dele. Leah me tocou. Um apavorante
resmungo se rasgou através de meus dentes de volta a ela. O som me
perturbou, mas não o suficiente para me impedir de avançar.
"Bella, você poderia me ouvir apenas
por um segundo? Por favor?" Jacob implorou. " Leah, sai fora," Ele
adicionou. Leah enrolou seus lábios para mim e não se
mexeu. "Por que eu deveria escutar?" Eu
falei em tom de desaprovação. A fúria dominando minha cabeça. Isso
preencheu tudo e todos. "Porque você é a única que me
disse isso. Você lembra? Você disse que
nós pertencíamos a vida um do outro, certo? Que nós éramos família. Você
disse que era como se você e eu fossemos destinados.
Então... Agora nós somos. `o que você
queria." Eu o olhei ferozmente. Eu lembro dessas palavras. Mas meu novo
cérebro estava a dois passos de tirar sua cabeça.
"Você acha que você vai ser parte da minha
família sendo meu genro!" Eu disse. Minha voz passou por duas oitavas e
continuou parecendo música. Emmett riu. "Pare ela,
Edward," Esme disse. "Ela vai se arrepender
se o ferir." Mas eu senti uma perseguição atrás de mim. "Não!" Jacob
estava insistindo na mesma hora. "Como você não pode
ver isso dessa forma? Ela é apenas um bebê,
por todos os demônios!"

"Esse é meu ponto!" Eu gritei. "Você sabe que eu não penso nela dessa
maneira! Você acha que Edward teria me deixado viver
esse tempo todo se eu a visse assim? Tudo
que eu quero é que ela tenha uma vida feliz e segura--- Isso é tão ruim?
`muito diferente do que você quer?" Ele estava
gritando de volta para mim. Além das palavras,
eu gritei um resmungo a ele. "Ela é maravilhosa, não é?" Eu escutei
Edward dizer. "Ela não foi ao pescoço dele nem mesmo
uma vez," Carlisle concordou, parecendo
chocado. "ôimo, você ganha essa," Emmett disse rancorosamente. "Você
ficará longe dela," eu assobiei para Jacob. "Não posso
fazer isso!" "Tente.Começando
agora." "Não é possível. Você lembra o quanto me queria por perto três
dias atrás? O quanto era difícil estarmos separados
um do outro? Isso acabou pra você agora,
não é?" Eu olhei furiosa, incerta do que ele estava implicando. "Isso
era ela," ele contou. "Desde o começo. Nós tivemos
que estar juntos, até depois." Eu me lembrei,
e então entendi; uma pequena parte de mim estava aliviada por ter a
loucura explicada. Mas aquela ajuda de alguma forma
só me fez ficar mais irritada. Ele estava
esperando que aquilo fosse o bastante pra mim? Que aquele único
esclarecimento me faria achar tudo bem? "Fuja enquanto você
ainda pode," Eu ameacei. "Vamos lá, Bells!
Nessie gosta de mim também," ele insistiu. Eu congelei. Minha respiração
parou. Por trás de mim, ouvi a falta de som que
eram suas ansiosas reações. "Do que... você
a chamou?" Jacob deu um passo para trás, dando um olhar envergonhado.
"Bem," ele murmurou, "Aquele nome que você sugeriu
é meio que boca cheia e ­" "Você apelidou
minha filha de O monstro do Lago Ness?" Eu berrei. E então disparei
contra sua garganta.
"



(Amanhecer)

P.S.: Submissa? Mesmo?

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Você definiria isso como ridículo?

"andei entre os meus, e entre os seus... O tempo
todo pensando que eu era completo comigo mesmo, sem perceber o que procurava. E sem encontrar nada, porque você ainda não estava
viva."
(Edward para Bella - Crepúsculo)


" Antes de você, minha vida era uma noite sem lua. Muito escura, mas havia estrelas... Pontos de luz e razão... E depois você atravessou meu céu como um meteoro.
De repente tudo estava em chamas; havia brilho, havia beleza. Quando você se foi, quando o meteoro caiu no horizonte, tudo ficou negro. Nada mudou, mas meus olhos
ficaram cegos pela luz. Não pude mais ver as estrelas. E não havia mais razão para
nada."
(Edward para Bella, em Lua Nova)

"Minha vida era uma meia-noite imutável, infinita. Devia ser, por necessidade, sempre meia-noite
para mim. Então como era possível que o sol estivesse nascendo agora, bem no meio da minha
meia-noite?"
(Edward pensando sobre Bella, em "Sol da Meia-noite".

Eu sempre acho muito estranho quando pessoas que detestam a série
elencam estas frases como ridículas e, até mesmo, indicativas de baixo
amor próprio.
Admito que a objetividade faz bem, entretanto, a se a vida sem
poesia não é lá grande coisa, imagine o amor sem aquela?
Um dos motivos que fazem de Twilight uma leitura prazerosa e terna,
é ver o gérmen de um amor imenso surgir, primeiro em frases
"descabeladamente românticas"; depois dar frutos em testemunhos, para,
enfim, encontrar a glória em uma união estável, sólida e respeitosa.
Vida longa aos que se enternecem com frases desse naipe! Que a vida
os trate bem e que, quando o amor as visitar, deixe, no seu rastro, uma
trilha de ternura e delicadeza, que possa servir de repositório de
forças morais das quais o relacionamento possa se nutrir, diante das
fases negras, inerentes à vida na Terra.

*****

Todas as Cartas de Amor são Ridículas


Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.


(Álvaro de Campos)

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

"Da força da grana que ergue e destrói coisas belas"

Às vezes eu gostaria que Twilight tivesse sido apenas uma série a
mais, sem tanta projeção. Então, os livros seriam apenas livros, com
virtudes e defeitos, como tantos outros que existempor aí.
Entrementes, vejo autores buscando o êxito e, muitas vezes, invejando
o alcance dos escritos de tia Steph... E enquanto eles têm inveja, eu
tenho pena, quase de chorar.
Eu francamente não entendo como um livro no qual o sexo é mais
insinuado que explícito, está gerando em sua esteira um comércio
tão vulgar e pornosóide, para um público-alvo majoritariamente menor de
idade. Terrificante.
E isso porque Edward e Jacob não são, nem de longe,
as figuras mais sensuais que a literatura de entretenimento já produziu.
Fiquei imaginando como teria sido se o personagem fosse um François
Tavernier, por exemplo.
A verdade é que, blasé ou nao, Edward tem alguma classe, enquanto os
produtos sexistas gerados em sua honra certamente não possuem nenhuma, o
mesmo extensivo a Jacob.

E entre ridículo, fanatismo e a falta de bom gosto crônicos, eu
olho para a história - apenas ela, sem mesmo as capas - e lembro "da
força da grana que ergue e destrói coisas belas". Vendo tudo isso,
ainda penso nos atores... Estar envolvido por uma egrégora tão
gratuita
e intensa de sensualidade não pode ser inofensivo para uma pessoa. Que
Deus os abençoe.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Fico me perguntando se todos lemos o mesmo livro

Sim, sim, com mais frequencia do que seria de se supor, eu me faço
essa pergunta.
Uma acusa tia Steph de ter feito Edward Cullen um homem perfeito -
assim é muito fácil fazer um ídolo: apenas pegue todas as virtudes,
nenhum defeito e está pronto.
Objetivamente, aonde ela estava quando passou por páginas em que ele
manipulava, superprotegia e até mesmo mentia?
A primeira grande mancada dele foi deixar a Bella "para seu próprio
bem", sem perguntar a opinião dela. Ele mereceuu que Jacob se m etesse
no meio, e mereceu quase perder a garota por causa disso.
A segunda foi quando ele decidiu se matar, sem se permitir um
milímetro sequer de dúvida; a terceira foi quando ele pegou no pé da
Bella sobre ela ver Jacob, afinal de contas, lobisomens são muito
instáveis - sim, sim, e Jasper é um poço de estabilidade, naturalmente.
Depois, quando ele mentiu para Bella, quando Victoria viria em seu
incalço, e ainda reclamou de Jacob quando este lhe disse a verdade,
proferindo a frase mais irritante de todo o livro "melhor enganada que
assustada".
E a lista continua até amanhecer, quando ele só não faz mais
burradas, porque a maior parte do livro é narrada por Jacob Black e ele
está ocupado demais com tudo que acontece em torno para se fixar nas
erros de Edward. Mas, a propósito, ele mente para ela por causa de uma
besteirinha. Uma "mentira inofensiva", mas totalmente desnecessária.
Há, entretanto, outras que dizem que Edward é horrível, não tem nada
de bom e coisas assim.
Me pergunto aonde elas estavam quando ele pediu desculpas a Bella de
todas as vezes, e não só pediu desculpas como mudou, efetivamente. OU
ainda aonde elas estavam quando ele forneceu a Jacob doses de
honestidade e transparência que seriam impossíveis de esperar, ou quando
ele deixou Bella livre para escolhewr com quem realmente queria ficar, e
ainda esteve com ela enquanto ela chorava toda a dor por ter desistido
de Jacob, sem uma reprimenda sequer; ou ainda quando ele se colocou de
verdade em segundo plano, em atenção às necessidades ou ao bem-estar de
outras pessoas, não uma, mas várias vezes.
OUtras dizem que Bella é submissa. Submissa? Aonde elas estavam nas
diversas vezes em que Bella briga com Edward e vence a questão, a
propósito?
Conclusão: Edward é o vampiro mais humano que eu já li e,
definitivamente, nem todos lemos o mesmo livro.
Mas, voltando às diferenças de interpretações e sentimentos, vi uma
comunidade com o gentil nome de "Edward, me chama de garrafinha",
aludindo à passagem em que Bella está bebendo limonada e eles conversam.
Acho que elas pensam que Edward é quem bebeu a tal limonada (não me
perguntem como), e dizemq que querem ser a garrafinha para estarem na
boca dele.
Alô!!! Edward mordeu um pedaço de pizzaa. Se vocês quiserem ser
chamadas de pizzinhas, vão em frente, mas lembrem-se de que, quem comeu
o resto do pedaço foi a Bella.
Garrafinha ou pizzinha, portanto, é na boca da Bella que vocês vão
parar. Gostar ou detestar, tá valendo, mas com um mínimo de coerência!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Se você é Jacob Black

Reza a lenda que isso foi escrito pela tia Steph - o estilo não
nega.
Gostaria de falar um pouquinho sobre o Jacob nos próximos posts, e
pensei que esse texto era excelente para dar uma noção de como as coisas
foram para ele...


Sendo Jacob Black


Sendo Jacob Black

Aqui está um breve (há há) resumo da história até o final de Lua Nova,
se você é Jacob Black:

Então você é um garoto feliz. Você tem amigos legais, seu pai é bacana,
mesmo sendo um pouco supersticioso. Você vai bem na escola  não tem que
estudar muito. Tem bastante liberdade. Você adora todas as coisas
mecânicas.

Um dia, a filha do melhor amigo do seu pai aparece. Ela é bem bonita,
daquele tipo de beleza de vizinha, mas, mais que isso, você
instantaneamente a entende. Espíritos gêmeos. Bella se afasta de todos
os amigos da escola, parecendo totalmente interessada em tudo o que você
tem para dizer. Você imediatamente se encanta, mas sabe que ela está
fora do seu alcance. Ela está no segundo ano, você no primeiro  é, vai
sonhando. Mesmo assim, você pensa nela bastante. Quem sabe um dia, você
fica repetindo.

É claro que agora você fica muito mais interessado em tudo o que o seu
pai tem a dizer sobre o Charlie. Você fica insistindo para ele fazer as
pazes com o Charlie sobre a história dos Cullen. Na sua cabeça, Billy é
quem está errado. Você pede que ele se desculpe. Eventualmente, ele o
faz. Ele vai assistir um jogo de beisebol e, claro, você vai junto.
Alguém tem que dirigir. (Você sabe que não está enganando ninguém 
Billy entende na hora).

Você vê a Bella com um cara em um carro demais (o carro é a primeira
coisa que você vê. Foi muito bem trabalho  mas nada chocante. Você fica
impressionado). Você é seguro o suficiente em sua masculinidade pra
admitir que o cara é bem bonito. Observador como você é, consegue ver a
fagulhas entre os dois. Suspira  é, você sempre soube que ela seria
pega bem rápido. Mas relacionamentos de escola acabam logo, então você
esquece. Se pergunta quem ele é (você conhece todo mundo por aqui) e por
que o seu pai está tão esquisito.

Você tem uma chance de conversar com a Bella, e é bom de novo. É bem
confortável ficar perto dela. Você pergunta quem é o cara, e ele é um
Cullen, então é daí que veio a reação do Billy. Você passa uma noite
agradável com a Bella, exceto pelo fato de que ela parece bem distraída
e está usando um novo perfume que você detesta.

Quando chega em casa, você escuta o seu pai surtando. Ele liga para
todos os amigos supersticiosos. Você entende (ouvindo escondido do seu
quarto) que eles estão dizendo que não é da conta dele. Você concorda,
mas o Billy nem pergunta a sua opinião. Seu pai acha que esse cara é
literalmente algum tipo de mostro  dá até vergonha.

Billy vai ver o Charlie de novo, e ele ainda está chateado com a
história da Bella. Ele fica bem tenso, e você imagina (ele resmunga
quando fica agitado) que ele acha que está violando aquela trégua
antiga.  Você meio que considera mencionar que você contou as historias
para a Bella, mas você sabe que tomaria bronca, então não diz nada.

Você vê a Bella e o namorado dela outra vez. É óbvio que ele é namorado
dela  ele beija o pescoço dela antes dela entrar em casa. Billy quase
tem um derrame. Ah, certo  vampiros. Ai Deus, o velho vai humilhar
vocês dois. Você imagina porque o namorado só fica sentado lá na picape&

Você fica mais triste do que achou que ficaria. Você achava que já tinha
aceitado que a Bella tinha um namorado, mas essa prova é mais depressiva
do que você esperava. A diferença entre suspeitar de uma coisa e vê-la
por si próprio. Suspiro. Seu pai manda você procurar algo, e só depois
você percebe que ele queria ficar sozinho com a Bella. Você espera que
ele não tenha se feito de bobo.

A vida continua. Você tem algumas paixonites por algumas meninas na
escola, mas elas acabam rápido. Você ainda pensa bastante na Bella.
Queria que pudesse só passar algum tempo com ela, mas seu pai está sendo
idiota sobre a coisa do Cullen. Ele não deixa você ir visitá-la. Como se
você fosse se machucar ou algo assim. Você revira os olhos para ele
muitas vezes.

Bella foge de casa. Quando Billy conta isso, te afeta muito. Você se
preocupa com ela  isso te mantém acordado à noite. Você não tinha idéia
que ela estava tão infeliz. Você fica bravo por ter deixado o Billy te
manter longe dela. Talvez você pudesse ter ajudado de algum jeito&

Então o Charlie liga para o Billy para dizer que a Bella sofreu um
acidente terrível em Phoenix  ela atravessou uma janela e seu estado no
hospital é grave. A noticia é como uma bigorna na sua cabeça. Quando o
Billy ouve que o Dr. Cullen está lá cuidando dela, ele implora para o
Charlie pegar um avião. Eles brigam de novo. Você se oferece para ir até
lá e ver como ela está, mas o Billy desconta tudo em você. Você sai, mas
fica se lamentando nos degraus. Você o escuta ao telefone com alguém,
gritando sobre tréguas e guerras  você não consegue escutar muito bem
pela porta. Mas você escuta algo sobre os Cullen machucando a Bella, e
também sobre Sam. Imagina por que Sam Ulley faz parte dessa conversa.
Mas não fica imaginando por muito tempo. Você está preocupado demais com
a Bella.

Bella melhora e volta para casa. Você está morto de vontade de vê-la 
certamente você pode pelo menos levar algumas flores, desejos de
melhoras, algo assim. Mas Billy te proíbe de ir, e você não consegue
convencer ninguém a te emprestar um carro (todos estão do lado do
Billy). Você não acredita como essa piada de vampiro tenha ficado fora
de controle.

Então o Billy muda a estratégia. Ele quer que você vá falar com a Bella.
Mas ele quer que você vá de penetra no baile dela. Você se sente
humilhado. Mas ele te suborna, e você quer muito ver a Bella. Você vai.
Ela está tão bonita. Você passa a mensagem de dar vergonha do Billy,
mas, para o seu alivio, ela ri sobre a mensagem com você. Você vê o
jeito que ela olha para o Edward Cullen, e sabe que ela está completamente
fora do seu alcance. Mas você fica bem, porque também sabe que ela
sempre será sua amiga. Você quer que ela seja feliz, e esse cara
claramente a deixa feliz. Você se sente mal por como o seu pai tem sido
mau e errado em relação aos Cullen e você deseja que tivesse algum tato
para se desculpar. Bella está usando aquele perfume horrível outra vez.
Você se pergunta por que ela gosta dele.

Você tem um verão legal em La Push. Trabalha na garagem a maior parte do
tempo, e também algumas horas por semana na loja para alguma grana
extra, passa o tempo com Embry e Quil, sai em alguns encontros em grupo.
Uma menina fica a fim de você, mas é só amizade pra você. Billy ainda
está preocupado com a Bella, e você não pode evitar prestar atenção
especial sempre que o nome dela é mencionado. Tem uma gangue idiota
começando a se formar na cidade, e você e seus amigos tiram sarro do
bando do Sam pelas costas deles.

A escola começa de novo, e tudo está bastante normal.

Tarde da noite, Billy recebe uma ligação desesperada do Charlie. Bella
está desaparecida, perdida na floresta, ele acha. Billy promete ajudar.
Você já está à porta, mas ele diz não. Você fica nervoso, mas começa a
andar de qualquer jeito. Não chega lá até as três da manhã, e todo mundo
está indo embora. Bella está dormindo, eles lhe dizem, então você não
entra na casa. Você vê Sam, Jared e Paul lá, e isso te irrita. Sr. Weber
oferece uma carona para casa quando te vê andando. Ele é quem te conta
sobre a partida dos Cullen. As pessoas já estão fofocando sobre o
assunto. Edward deixou a Bella na floresta, foi assim que ela arranjou
confusão.

No começo, suas emoções são confusas. Você tem que admitir que fica um
pouco feliz, mas tenta reprimir esses sentimentos. São errados  a Bella
deve estar infeliz. Você torce para que ela esteja bem.

Então você começa a receber detalhes. Charlie está desesperado, e ele
liga para o Billy muitas vezes para pedir ajuda. Mas nenhuma das suas
irmãs passou por algo desse tipo, e o Billy não pode ajudar muito. Você
ouve que a Bella está acabada, talvez catatônica, sem comer ou dormir.

Você começa a odiar Edward Cullen. Como ele pôde fazer isso a alguém tão
bondoso e gentil? Que tipo de monstro ele é? Você se arrepende de um dia
ter tido vontade de pedir desculpas a ele.

Ao mesmo tempo, você fica nervoso com o povo de La Push que fica
comemorando a partida dos Cullen. Te irrita de verdade. Eles ficam
comemorando a mesma coisa que devastou a Bella.

O tempo passa, e o Charlie fica cada vez mais preocupado. Billy não te
proíbe mais de ver a Bella, mas instintivamente você sabe que ela não
quer te ver  não quer ver ninguém. Você tenta não se preocupar com ela,
é difícil quando o Billy fica resmungando sobre ela toda a hora. Ela
está parecendo um zumbi, o Charlie diz. Ela não sorri desde que o Edward
foi embora.

Meses passam. Um dia, você escuta um motor familiar rugindo do lado de
fora de casa. Você nem acredita, mas Bella foi visitar do nada. Você
fica muito feliz, até que a vê melhor. Ela está pior do que você podia
ter imaginado. Ela perdeu muito peso e os círculos embaixo dos olhos
dela estão pretos. O cabelo parece mais escuro e o rosto está branco
demais. Parece que ela ia se partir em duas a qualquer minuto. Mas então
ela olha para você, e ela sorri, sorri de verdade. Ela está feliz em te
ver. É uma coisa pequena, mas quer dizer tudo para você.

Você presta atenção em tudo o que ela fala e faz, mas nunca de um jeito
que ela nota. Você compara o jeito que está se comporta com tudo o que
você ouviu do Charlie. Ela conta para você das bicicletas, e você se
anima. Isso é algo em que você é realmente bom, e adoraria se mostrar um
pouco. Ela parece perfeitamente confortável, e você se sente do mesmo
jeito. É como se ela tivesse passado todos os dias do ano passado com
você  nem dá para perceber que faz meses que você não a vê. Vocês se
dão bem juntos, como sempre se deram. Espíritos gêmeos.

Você começa a perceber pelos próximos dias que tem algo mais em que você
é bom além de carros: você consegue deixar a Bella feliz. Não do jeito
que ela era antes, mas muito melhor do que ela esteve. Charlie e Billy
ficam no telefone o dia todo, e você fica orgulhoso em saber que a está
ajudando. Você a observa ficar melhor e melhor  sorrindo e rindo mais,
ficando animada com os planos de vocês  e você fica grato do fundo do
coração que pode fazer isso por ela.

Mas ela ainda não voltou ao normal, e você vai levando as coisas
devagar. Ela parece estar se reinventando, e você dá espaço para que ela
faça isso, só a acompanhando e seguindo o que ela propõe.

As coisas com a Bella vão bem, mas se não fosse por ela, sua vida seria
uma droga. Embry se juntou ao culto doido do Sam, e você fica com medo
por ele e furioso com ele ao mesmo tempo. Ele não fala com você. Você e
Quil tentam entender o que está acontecendo, mas nada faz sentido. Billy
é tão irritante com a coisa toda e fica te olhando de um jeito
engraçado. Te deixa ansioso. Você conta isso para a Bella, também, e ela
te deixa melhor por levar a sério. Ela te abraça e seu coração quase
explode.

É claro que você percebe que está se apaixonando por ela. Você também
sabe que ela ainda não está pronta, e não pensa em você desse jeito. Mas
você sabe ser paciente, e mantém os dedos cruzados de que um dia ela te
olhe de modo diferente. Você fica feliz por ser tão alto, por não
parecer ter dezesseis anos. Você está começando a ter músculos, mesmo
sem levantar todo o peso como o Quil sempre faz, e isso te deixa feliz
também. Ela disse que você era meio bonito&

Ela sai com você e os amigos da escola, mas os planos dão errado e é só
você, Bella e Mike Newton. É fácil perceber a tensão. Você está se
sentindo bem enquanto observa  ela não gosta desse garoto. Ela não fica
a vontade com ele do jeito que fica com você. Ela quase nem fala com
ele. Você gosta do filme que qualquer outro que você já assistiu. Ela
gosta mais de você. É óbvio.

Ele passa mal. Você espera por ele com a Bella, e está se sentindo muito
esquisito. É estranho  você se sente poderoso, cheio de confiança. Está
voando, e fica chocado com as coisas que diz a ela. Tudo só acaba
saindo. Ela admite que você é o favorito dela, mas ela claramente ainda
está de luto pelo idiota que a magoou. Por meio segundo fica cheio de
raiva de que alguém pudesse machucá-la tanto. Você queria matá-lo. Fica
surpreso com essa emoção e rapidamente o reprime.

Você leva a Bella para casa, e está cheio de esperança. As coisas vão
dar certo. Você é o único que a deixa feliz. Ela precisa de você. Você
vai fazer tudo o que puder para continuar a fazendo feliz. Você promete
isso a ela. Está se sentindo ótimo. Só mais um pouco de tempo&

Você vai para casa e o Billy fica te olhando daquele jeito irritante.
Está se sentindo irritado, como se houvesse agulhas espetando toda a sua
pele. O quarto está quente de mais  Bella disse que você estava com
febre. Você mal consegue ficar em pé.

Billy diz que você está esquisito, de um jeito todo crítico, e uma raiva
insana te invade. Dessa vez, você não consegue pará-la. Você se sente
girando, fora de controle, um ódio tão profundo que faz todo o seu corpo
tremer. Parte de você sabe que sua reação é estúpida, mas a maior parte
está possuída pela fúria. Tudo fica quente, como se o quarto estivesse
pegando fogo. Você consegue sentir o calor dentro dos seus ossos.

E então, para seu horror e choque, a tremedeira fica pior e você sente
seu corpo se despedaçar. Fica aterrorizado. Só leva um segundo, mas é
segundo mais longo da sua vida. Você se sente explodindo e pensa que
está morrendo.

Mas o seu corpo se recupera antes disso  você não se parte em pedaços.
Está numa nova forma que não compreende. Sua cabeça está batendo no
teto, e você está olhando para o Billy de alguma grande distancia. A
tremedeira parou, mas o ódio ainda está lá. Tudo está quente e vermelho.
Você tenta gritar com o Billy, fazê-lo explicar, mas tudo o que sai é um
uivo horrendo. Você dá um passo na direção dele, e o quarto balança.
Seus lábios estão por cima dos dentes e você pode ouvir os rosnados e
que sacudir o Billy e exigir saber o que ele fez com você. Você se
estica para ele, e essa pata enorme, com garras se move ao invés da sua
mão. Você olha para baixo e um urro de terror sai por seus dentes.

Billy fala como você como se você fosse uma criança, devagar e
tranqüilizador, dizendo para ficar calma, que tudo ficará bem. Mas ele
não explica o que aconteceu  o que você é. Te deixa com raiva de novo o
fato dele não parecer surpreso. Ele estava esperando isso? Por que ele
não te avisou?

Billy vai até o telefone e liga para alguém. Assim que você ouve o nome
do Sam, surta. Sam sabe disso. Rosnados horríveis enchem a casa. Billy
parece assustado e você está bem na cara dele, seus maxilares querendo
morder. Você se joga para trás, e escuta o uivo assustado de novo.

É então que começa a escutar vozes na sua cabeça. Mas são muito mais que
vozes. Por trás das palavras, você pode ver imagens e sentir o que
sentem. Dentro de segundos, você entende. Você vê a palavra por trás das
outras palavras, a resposta para a sua pergunta. Lobisomem. Voe é um
mostro.

Embry é o que mais ajuda. Você reconhece a voz dele mesmo que não tenha
som. Você vê como ele está aliviado de que você está com ele agora. Sam
deixa que ele explique, deixa que ele te tire da casa (Billy te ajuda a
sair da casa  seus ombros mal conseguem atravessar a porta). Na
floresta atrás da sua casa, você vê os outros pela primeira vez. Eles
são enormes e terríveis. Você está apavorado de saber que é como eles.

A noite é longa. Eles te mostram tudo. Todas as hitórias e as lendas que
você escutou durante a vida toda na verdade são fatos. É como chegar em
Oz, tudo ganhando cor, exceto que esse novo mundo não é um lugar bonito
e cheio de munchkins. Você está dentro de um filme de terror. Você é um
dos monstros. Eles te mostram porque isso aconteceu, e essa é a pior
parte. Porque os vampiros são reais também. E é culpa deles que você
virou essa coisa. Mais que isso, não só os vampiros sanguessugas
literalmente existem como a sua amiga, a garota que você ama, ainda é
apaixonada por um deles. Primeiro você não acredita que ela saiba da
verdade, mas eles te convencem que ela é completamente consciente. Te
deixa enjoado agora, lembrar como ela ainda fica de luto por ele.

Você é um monstro também, mas não um dos ruins. Você é o tipo que existe
para proteger sua família dos ruins de verdade. Não que isso sirva de
consolo. Especialmente quando eles dizem que ser um protetor lendário
você não pode mais ficar perto de gente normal. Você é perigoso demais
por enquanto. Em seis meses, um ano, quem sabe. Você tem que continuar
indo a escola para manter o segredo, mas nada de outros riscos
desnecessários. Na escola, você deve concentrar todo a sua energia em
ficar calma. Esquecer as aulas. Só não mate ninguém.

E a Bella está totalmente fora de questão. Quando você reclama, vê as
memórias do Sam. É como se você estivesse lá. Você o vê implorando para
a Emily. Você ouve a resposta que enche o Sam de uma fúria irracional 
a fúria que é a marca e a maldição dos lobos. Você o sente explodir, a
mão na direção dela. Você vê as garras rasgarem o rosto dela. Você a vê
atingir o chão, inconsciente. Você sente o terror dele, o pânico. É tão
forte que ele não consegue se transformar de volta para ajudá-la. Você
acha que a está vendo morrer (mesmo sabendo que ela sobreviveu, te deixa
acabado  você vomita com a dor da memória). Você vê o Jared e o Paul
correr para trazer a Sue Clearwater (uma enfermeira  a melhor
alternativa disponível quando o pessoal do hospital é vampiro). Sue
cuida da Emily enquanto o Sam se contorce de agonia na floreta, se
escondendo, ainda incapaz de se acalmar o bastante para voltar&

E você sabe que eles estão certos, você não pode mais ver a Bella. Sua
promessa vai se quebrar. Você vai magoá-la, assim como o outro mostro
fez.

Vendo as memórias do Sam acabarem, você vê como se transformar de volta.
Se acalma do jeito que ele fez, e se sente tremer e voltar a forma
verdadeira. Pelado e enjoado, você se curva no escuro e chora como nunca
chorou na vida.

Os outros ficam surpresos. Levou dias ou até semanas até que o resto
deles conseguisse se transformar de volta.

Sua nova vida começa tensa. Não só os vampiros são reais, como eles
ainda estão aqui. Novos, não os Cullen. Estão caçando na área, e é seu
trabalho pará-los. Essa parte você consegue. Todo o ódio pelo o que
Edward e o resto dos Cullen fizeram a Bella é canalizado às caçadas para
esse par, o macho de cabelo escuro com a companheira ruiva.

Quando você consegue pegar o macho, é quase tarde demais. Você segue o
cheiro do vampiro cuidadosamente, tentando surpreendê-lo. Jared vai à
frente porque os olhos dele são como binóculos  conseguem enxergar por
quilômetros. O vampiro pára em uma clareira pequena, e Jared o vê
conversando com a Bella. Você se apressa, mas o Sam hesita. Vocês estão
fora das terras da trégua. Esse é um dos amigos dos Cullen? Ele quebrou
a trégua ao matar as pessoas, mas vocês não podem provar  não
testemunharam. Sam não quer começar uma guerra sem ter certeza das
conseqüências. Você acha que ele ficou cuidadoso demais. Discute, e
quando fica claro que esse Laurent quer machucar a Bella, Sam
rapidamente fica do seu lado.

Matar Laurent é mais fácil do que todos vocês esperavam. É porque eram
cinco contra um? Você sabe que esse não é o caso. Você e Sam fizeram a
maior parte do trabalho, e você sente que você conseguiria ter feito
tudo sozinho. Talvez os vampiros não são tão durões como as histórias
fizeram todos vocês acreditarem.

A imagem do rosto amedrontado da Bella da clareira sempre está atrás dos
seus olhos. Ela estava apavorada  mais horrorizada com a sua nova cara
do que estava com o vampiro caçador e de olhos vermelhos. Você se
pergunta constantemente como ela explicou para si mesma o que viu.

A caçada continua e a vampira ruiva prova se muito mais esquiva. O bando
não entende os motivos dela, então é difícil adivinhar seus movimentos.
E ela é muito boa em fugir.

Ter um vampiro por perto te deixa nervoso. Todos eles parecem chegar
perto da Bella no fim. Você corre pela casa dela à noite, para ter
certeza que ela está segura.

A vida normal virou um dever. Mas os outros ficam impressionados com o
seu controle, e durante aquelas poucas semanas atrás do vampiro de
cabelo preto, eles ficam cada vez mais abobados. Você é melhor em
controlar suas crises (como você as chama) do que qualquer um deles.
Demorou meio ano para o Sam chegar no ponto que você chegou em duas
semanas. Você já é melhor que o Embry, Jared e Paul. Mas isso não te
deixa mais feliz. Por que alguém gostaria de ser melhor em ser um
lobisomem?

Assim, você começa a pensar que seria capaz de ver a Bella. Você tem
certeza, agora que sabe o que esperar, que pode se controlar perto dela.
E ela liga o tempo todo. Os monstros na floresta deviam sem dúvida tê-la
traumatizado. Ela precisa de você. E isso fica na sua cabeça a maior
parte do tempo. Sam te castiga  ninguém sabe melhor que ele como é
cometer um erro.

Você não pode nem conversar por ela pelo telefone. Todos os lobos e os
anciãos ficam perturbados com as suas memórias  todos foram tão
cuidadosos com a trégua, e você a quebrou, mesmo sem saber. Pelo menos
os vampiros que concordaram com a trégua foram embora, então isso não
significa uma guerra. E a Bella não pareceu acreditar um mais que uma
história& Mas o Sam te dá uma ordem: você não pode contar a verdade para
Bella. E ele diz isso na forma de lobo, e você pode sentir a autoridade
pelos pensamentos. Ele é o lobo alfa, e você não pode desobedecer.

Mas a Bella é persistente, e você não fica surpreso quando ela monta
guarda do lado de fora da sua casa. Você convence os outros que pode
lidar com uma conversa, que tem que ser feita uma hora ou outra. Sam
concorda  ele não está disposto a mandar muito em sua forma alfa, com
você menos que o resto (mas essa história é para outra hora). Ele te
previne para ficar calmo, e insiste que você diga o que for preciso para
mantê-la longe. Ele está pensando na Emily, e como você pode discordar
disso?

É mais difícil do que você achou que seria. Você observa o rosto da
Bella quando quebra a promessa, e é como se alguém estivesse de
esfaqueando. Você é tão mau quanto o vampiro que a despedaçou. É como se
você estivesse tirando toda a sua esperança e felicidade, e a dela
também, e esmagando com suas próprias mãos. Algumas vezes a raiva é mais
forte  você começa a se esquentar, mas consegue controlar. O mais perto
que chega de perder o controle é quando ela defende os vampiros. Como
ela pode pensar bem deles, especialmente agora, depois de tudo o que
eles fizeram para ela? Como se só ser vampiro não bastasse.

E então ela começa a colocar a culpa nela mesma  ela pensa que fez algo
de errado, e é por isso que você está fazendo isso. Ela quase te
implora. Você se odeia de verdade por estar fazendo isso com ela. Você
foge, se transformando assim que você fica fora de vista para que não
chore como fez antes.

É uma longa tarde. Você fica cansado do Embry tentando te consolar,
cansado da aprovação do Sam pelo que você fez. Você se pergunta
amargamente se não marcou a Bella tão profundamente quanto o Sam marcou
a Emily. Você volta para sua forma humana para escapar deles, e pensa a
noite toda. Você sai de casa para se afastar do Billy, que é tão
irritante quanto os outros.

Você percebe que mesmo o Sam tendo te proibido de explicar as coisas
para a Bella, tecnicamente, ele não te proibiu de vê-la. Você sabe que
isso vai ser complicado, mas não agüenta que ela fique imaginando que
não quer ser amigo dela. Você tem que se desculpar, arranjar um jeito.

Você vai de moto e a esconde em outra rua. Entra no quarto dela, e se
surpreende em ver como ela está brava. E outra, ela está horrível 
quase tão ruim como da primeira vez que você a viu. Os olhos estão
vermelhos e o rosto molhado. Você se odeia de novo, ao ver isso. Tenta
explicar, mas as ordens do Sam ficam atrapalhando.

Você tenta pelo menos deixar claro o quão importante ela é e que essa
separação não é culpa sua. Enquanto você fala com ela, primeiro acha que
estava errado em querer vir para cá. Não está deixando as coisas
melhores. Elas não podem ser melhores, enquanto ela não entender. Se ela
somente acreditasse em todas as histórias daquele primeiro dia&

Você percebe que ela já sabe o que você quer que ela saiba. Você tenta
fazer com que ela se lembre, que junte as peças, mas ela está quase
dormindo e confusa. Você fica mais esperançoso, mas também mais tenso.
Ela vai se lembrar? Ela vai entender? Se sim, o que ela vai pensar? Ela
vai ficar assustada e enojada? A idéia de que ela talvez se sinta assim
te deixa nervoso. Ela foi capaz de aceitar um vampiro & Isso te dá nojo.

Assim que você se transforma de novo, Sam e os outros ficarão sabendo de
tudo sobre essa brecha. Você espera que possa manter a noticia longe
deles até que a Bella entenda as coisas. Volta de moto para casa, e
promete que vai se manter calmo, custe o que custar.

Quando você acorda de manhã, Billy diz que a Bella passou na sua casa, e
que ela está esperando por você na praia. Você fica animado e receio.
Ela devia ter juntado as peças. Ela não ligou. Ela já tinha aceitado o
que você era?

Então você chega à praia e vê a cara dela. Ela está assustada e
chateada. Você consegue ver na expressão dela que ela não fica contente
com essa sua nova vida. Isso te deixa furioso. Você tem que concentrar
todas a sua energia para permanecer humano. Você a acusa de ser
hipócrita, e então sente um alivio incrível quando o desentendimento é
esclarecido. Incomoda saber como ela protege seus vampiros, mas pelo
menos a aceitação dela se aplica a você também. Outra vez, você se sente
esperançoso. Talvez vocês possam passar por cima de toda essa bagunça e
ficar juntos de novo.

É um alivio imenso poder conversar abertamente com ela outra vez. Você
fica surpreso que ela sabe mais sobre os vampiros fora de Forks do que o
bando, e horrorizado que a ruiva estava atrás da Bella o tempo todo.
Você fica ansioso para falar com os outros; você quer um plano em ação
para proteger a Bella. Você fica muito irritado, sabendo que existe
alguém que quer machucá-la. Pela primeira vez, você fica feliz em ser um
lobisomem. É horrível, mas, ao mesmo tempo, você pode proteger a Bella.
Parece que de repente, vale a pena.

Você chama o bando todo. Enquanto você está confiante que pode se
controlar perto da Bella, você esquecer de considerar os outros. Paul
reage pior que você esperava. Você tem que se transformar bem na frente
da Bella para protegê-la, e não tem uma chance de ver a reação dela.
Você tem que tirar o Paul de perto dela. Para a sua sorte, você está
ficando maior e mais forte a cada dia que passa. Não é difícil empurrar
o Paul até a floresta. Sam junta-se a vocês rapidamente, e ordena que o
Paul se acalme. Você explica para eles sobre a ruiva e Bella  não
demora muito, falando através dos pensamentos como vocês fazem. Embora o
Sam admita que essa informação é importante e útil, ele de dá um sermão.
Ele diz que você colocou a Bella em perigo hoje, e então ele dá um
sermão no Paul, por ser o perigo. Finalmente, ele te lembra que ele
entende, e vocês três voltam a ficar bem. Melhor que antes, você
percebe. Você acha fácil fazer parte da situação, agora que ela ajuda a
Bella.

É estranho como as coisas voltam ao normal, enquanto ao mesmo tempo,
tudo é diferente e perigoso. Bella é a peça chave que te ajuda a
balancear tudo. Você dorme algumas horas por noite, mas a maior parte do
tempo está correndo pela floresta com o Sam ou o Embry, procurando algum
sinal de que a vampira ruiva tenha voltado. Quando não é seu turno, você
passa o máximo de tempo que pode com a Bella. Há um novo nível de
intimidade à amizade de vocês. Vocês sabem todos os segredos um do
outro, e isso faz mais diferença do que achou que faria. Você fica
impressionado com o quanto ela não podia falar, como ela esteve sozinha
durante o tempo que ficou quebrada. Ainda te deixa perturbado em ver o
quanto ela está de luto pelos Cullen. Você não consegue ver a diferença
entre os Cullen e a vampira que está atrás dela, mas ela consegue. Ela
obviamente tem medo daquela vampira. Você tenta confortá-la. E fica
feliz que ela não tem mais que ficar sozinha com isso.

Você se preocupa com a Bella ficar sozinha quando você está de patrulha.
Você não fica feliz quando os seus planos de levá-la para se divertir 
quebrar a ansiedade constante  são interrompidos pela Victoria. Ela faz
uma tentativa capenga de cruzar para o seu território. Você acha muito
suspeito, e quando ela entra na água, você se preocupa que ela tenha
outro plano. Você, Jared e Embry correm pela costa, procurando algum
sinal de que ela tenha tentado pisar em terra firme. Você volta para La
Push sem cruzar com o cheiro dela. Embry continua com o Jared, mas você
quer ver a Bella. Só para ter certeza que a ruiva não passou a perna em
vocês.

Bella não está na praia, nem a ruiva, nem ninguém. Você continua até as
árvores, mas a tempestade está tão forte que ninguém está por perto para
te ver. A picape dela não está na frente da sua casa. A primeira coisa
que você pensa é que ela voltou para casa, mas marcas de pneus recentes
levam em outra direção. Não é até que você encontra a picape abandonada
na estrada perto dos penhascos que você se lembra do que tinha prometido
no dia anterior. Pular do penhasco. No mesmo instante, você escuta o
grito da Bella, longe, desaparecendo conforme o som vai caindo.

Você corre até a beirada do penhasco em segundos. Não consegue ver nada
lá embaixo  as ondas são muito fortes, não há sinal da queda recente
dela. Você se joga, mergulhando de cabeça na água escura.

A água está bruta. Você sabe o quanto de força está usando para
conseguir nadar por ela, e sabe que a Bella não é assim tão forte.
Nenhum humano é assim tão forte para dar conta dessa correnteza.

Você procura freneticamente, seus olhos afiados passando pela água.
Finalmente, você vê algo brilhando, braço  as mãos dela lutando
inutilmente contra as ondas. Você está submerso, quase sem ar, e com um
pânico gigante. Nenhuma outra pessoa teria sido capaz de conseguir sob
as mesmas circunstancias, nem mesmo o Sam, mas você se concentra e se
força a voltar à sua forma humana. Então você pega a Bella e puxa para a
superfície.

Você queria ter trazido o kit de primeiros socorros. Tudo em que você
consegue pensar é tirar a água dos pulmões dela. Tem tanta. No começo
ela está consciente, mas depois apaga. Você não sabe o que fazer. Você a
leva de volta para a praia, esperando que consiga a ajuda desse jeito.
Os pensamentos do Jared e do Embry estavam com você durante a queda, mas
agora você está desconectado deles.

Sam chega, mas a Bella acorda antes que ele possa fazer muito mais do
que te contar da tragédia na vila. Você fica chateado em tê-lo tirado do
lugar que precisam dele. Bella parece estar bem. Você não sabe se ela
precisa de um medico, mas ela só quer descansar, então você a leva para
casa. Está exausto de tantas noites correndo, e você dorme ao lado dela.
Se sente bem lá, juntos e sem segredos entre vocês, sabendo que ela está
segura.

Billy te acorda quando chega em casa. É devastador saber que Harry se
foi. Ele era um dos melhores amigos do Billy, um tio em tantos jeitos, e
também um dos três anciãos que sabiam sobre os lobos. Não parece justo
que ele tenha morrido.

Você leva a Bella para casa, sabendo que o Charlie estará de luto
também. Pela primeira vez desde a noite em que você se transformou  a
noite daquele filme horrível  você pensa que isso talvez dê certo.
Parece certo segurá-la desse jeito. Ela sente o mesmo? Talvez não seja
tão forte quanto ela se sentia sobre o vampiro, mas deve significar que
nenhum dos dois fica completo sem o outro. Parece que é seu destino
ficar com ela.

Ela começa a se afastar. Ela não está pronta, mas você acha que ela
estará. Só mais um pouco de paciência. Você abre a porta do carro, e
esse pensamento pacífico é ameaçado.

Há um vampiro por perto. Seu primeiro palpite é a ruiva, e você imagina
que ela usou a distração da morte de Harry para se desviar. Não tem
certeza de onde ela está e se ela está observando. Você tem medo de que
ela comece a caçar, caso ela entre enquanto você a está procurando.
Decide que a melhor coisa é levar a Bella de volta a La Push, deixá-la
com o Embry e então caçar a ruiva com o Sam.

Mas algo não está certo. O cheiro é outro. Um vampiro, obviamente, mas
não é o mesmo cujo cheiro vinha vindo queimando seu nariz pelas ultimas
semanas.

Antes que você tenha alguma idéia, a Bella pede para você parar. O rosto
dela está mais brilhante desde o dia que ela foi procurar você, toda
machucada. Ela acha que os Cullen voltaram, e o carro brilhante parado
em frente à casa dela dá evidencia à teoria. O entusiasmo dela te deixa
enjoado. Você fica furioso. É difícil se acalmar.

Fica claro que você terá que levá-la a força se quiser impedi-la de
entrar na casa. Ela parece certa que são os vampiros dela . Ela já foi
embora  mentalmente, ela está a quilômetros de distancia de você. E
você te responsabilidades. O bando esteve ignorando as linhas da trégua
completamente desde que os Cullen partiram. Você não pode deixar que
seus irmãos arrumem confusão, não sabendo que os Cullen está de volta.

Você odeia ter que deixá-la, e fica bravo que é isso que ela quer. O
futuro que parecia tão esperançoso há alguns minutos se transforma em
nada. Ela nem se importa que eles foram embora? Isso não importa?
Nenhuma vez ela expressou algum tipo de ódio em relação a eles pelo que
fizeram a ela. Você imagina que ela nunca sentiu esse ódio. Ela aceita o
que eles fizeram sem nem questionar.

Você precisa ir embora, porque você não vai conseguir se segurar por
muito mais tempo. Consegue sentir a raiva crescendo. Você a deixa
sozinha na rua, desejando mais que qualquer coisa que ela te chamará,
que ela mudará de idéia. Ela não muda.

Você corre para o hospital, e então se transforma de volta. A raiva
diminuiu um pouco, e você fica preocupado com a segurança dela de novo.
Você liga e ela atende. Os Cullen voltaram, e ela escolheu os vampiros
ao invés de você.

É uma noite péssima para os lobos quileutes. Sam volta as linhas de
patrulha ao normal para que vocês só protejam alguns quilômetros da
reserva. Sam não quer deixar nenhum buraco  talvez haja meia dúzia de
vampiros por aí, e as intenções deles não são claras. Você se preocupa
com a Bella e a ruiva, mas Sam diz para deixar que os Cullen cuidem
disso eles mesmos. Você fica péssimo com a idéia da Bella pertencendo a
eles.

Os dias passam. Ninguém tenta cruzar a linha. Billy liga para o Charlie,
e parece que só um dos Cullen voltou, e ela está passando os dias com
eles. Isso te deixa assustado. Sam está preocupado  qual é a nova
medida? As linhas da trégua voltaram? Por quanto tempo? O resto deles
também vai voltar? Eles sabem sobre a ruiva? Eles consideram que ela
esteja sob a proteção da trégua também? Se sim, a trégua está desfeita.
E se eles não a pararem, o bando irá considerá-los como cúmplices. Sam,
Billy e o velho Quil discutem a possibilidade de uma guerra&

Mas o Sam quer informação primeiro  tentar manter as coisas civilizadas
pelo máximo de tempo possível  e você se oferece como voluntário.
Insiste em ir pessoalmente. Você precisa ver o rosto dela, ver o quão
envolvida ela está. Você diz ao Sam que vai ter mais informação
pessoalmente, que você saberá melhor se ela está mentindo. Você não o
engana com seus motivos, mas seus argumentos parecem inúteis.

Então você vai durante o funeral, para que consiga falar com ela
honestamente, sem arriscar que o Charlie interrompa. Jared e Embry não
querem te deixar sozinho, mesmo quando você tem certeza que a vampira
saiu. Você sabe que eles ficaram por perto, mas não quer que eles
escutem. Você quer falar com a Bella, falar de verdade, mas é o máximo
que pode fazer para ficar calmo. A casa dela fede  queima seu nariz. O
fedor de vampiro está grudado nela. Vocês estão um pouco hostis, mas ela
responde as suas perguntas. A Cullen só está visitando. Você diz a si
mesmo que as coisas voltarão ao normal quando a vampira for embora de
novo.

Você não consegue ir embora. Vê que a magoou, e volta e a encontra
chorando. Você se sente pior, e melhor. Melhor porque ela pelo menos se
importa com você o suficiente. Ela está chorando por você. Isso já é
algo.

Você consegue falar com ela, mas é difícil. Ela os ama. Os monstros que
a machucaram ama todos. Ela se importa com você também, mas não tanto.
Ainda, a vampira irá embora& Você está confuso, sem saber como se
sentir.

Você a segura em seus braços, e é como antes  como se fosse o destino.
Você pega o rosto dela nas mãos, e de repente você quer beijá-la mais do
que qualquer coisa no mundo. Não é como você planejou  a hora é péssima
com a vampira por perto. Mas depois você pensa que isso também seja o
destino. Talvez ela vai sentir isso. Você vê o conflito nos olhos dela,
e imagina que lado ela vai tomar quando os seus lábios tocarem os dela.

O telefone toca bem nessa hora inoportuna, e você atende. Que escolha
tem? Pode ser o Sam, pode haver algum problema. Você ouve o tom claro,
cantante da voz com um leve sotaque britânico, e sabe quem está ligando
na primeira palavra. Outro deles. Talvez a Bella estivesse errada sobre
o resto deles voltar também. Talvez ela estivesse mentindo.

Billa fica nervosa de novo quando o vampiro desliga na sua cara. Antes
que você possa esclarecer, sente a queimação fresca de uma vampira
próxima. Escuta o leve som da aproximação quase silenciosa da vampira.
Você tenta ir embora, mas o cheiro é mais forte na sala. Antes que você
possa sair pelos fundos, a sanguessuga está lá.

Ela é uma coisinha minúscula, mas depois do que a Bella disse sobre os
vampiros com talentos extras, você não vai abaixar a guarda. E ela nem
presta atenção em você. Ela mal parece consciente das coisas ao redor,
perturbada com algo. Bella a chama de Alice. Alice fala o nome do Edward
uma vez, e a Bella desmaia. A vampira a machucou? Você não vê nada. Mas
se inclina para pegar a Bella antes que a vampira possa tocá-la, e a
tira de perto dela.

A vampira parece bem chateada, e isso te surpreende. Você não tinha
percebido que eles tinham muitas emoções. Fica revoltado e impressionado
em como a Bella e a Alice parecem confortáveis em se tocar. Você pensou
que a vampira não seria capaz de tocar humanos sem os machucar. E a
Bella parece tão à vontade com Alice  capaz de interagir com ela como
se ela fosse humana. Bella parece vê-la desse jeito  quase como uma
pessoa.

A conversa é difícil de seguir. Você entende que o Edward Cullen está em
algum tipo de confusão, e é culpa de uma tal de Rosalie. Bella está
gritando e exigindo ajudar, e a vampirinha vai deixá-la tentar, embora
ela tenha deixado claro que é uma missão suicida.

Você segue a Bella até a cozinha, onde ela escreve um bilhete para o
Charlie. Você pede a ela que não vá. É como se você não tivesse dito
nada. Ela pede que você tome conta do pai dela.

Bella corre para fazer as malas, e você fica sozinho com a Alice. Você
se afasta o máximo que pode dela  o instinto para se transformar e
atacar é difícil de reprimir  e a acusa de estar levando a Bella para a
morte dela. Na verdade é mais fácil falar com ela do que você teria
pensado  ela reage e fala como um humano, embora a aparência dela seja
assustadoramente alienígena. Aos seus olhos afiados, ela é como um
cristal ambulante, toda angulosa e brilhante.

Alice discute por um momento, e então a Bella volta e elas se preparam
para partir. Você irá vê-la novamente? Você literalmente implora para
que ela não vá, mas a Bella vai embora depois de beijar a sua mão. Você
mal pode se segurar por meio segundo quando percebe que ela vai morrer
por aquele parasita que arruinou a vida. Pela primeira vez desde o
começo, você perde o controle de si mesmo e explode em lobo contra a sua
vontade.

A vida fica mais sombria do que foi antes. Os outros estão aliviados que
a Alice Cullen foi embora, levando a Bella ou não. Eles tentam esconder
os sentimentos de vocês, mas é claro que não há segredos em um bando de
lobos. Sam cuidadosamente estende as linhas da patrulha, e você toma um
cuidado extra para cuidar do Charlie, como a Bella te pediu.

É assim que você descobre que a ruiva está tentando pegar a Bella outra
vez. O bando circula, lentamente aproximando o perímetro, deixando-a
chegar mais perto de Forks enquanto estabelecem uma linha entre ela e
Charlie& No entanto, ela abruptamente dá meia volta e foge. Você a
persegue, mas ela é esperta e mais rápida que o vampiro de cabelo preto.
O voo rápido dela o pega desprevenido  você não deu sinal da sua
aproximação. Procurando pistas sobre o fato, Sam junta o que aconteceu.
O caminho dela cruzou com uma trilha deixada pela Alice Cullen. Isso
parece ter sido o suficiente para fazê-la entrar em pânico. Isso pelo
menos deixa claro que ela não é amiga dos Cullen.

Charlie está desesperado, naturalmente. Ele vai até La Push para te
interrogar, ver se você sabe algo que o ajude a achar a Bella. Você
queria poder dizer tudo sobre os Cullen a ele, mas não pode entregar os
próprios segredos, e que bem isso faria a ele? Nenhum de vocês pode
salvar a Bella agora.

Rumores se espalham por Forks quando a Bella volta viva. Charlie não
liga para o Billy na hora  aparentemente ele está furioso demais 
então você escuta as coisas da Leah Clearwater. Charlie ligou para
cancelar uma visita a mãe dela; ele não queria deixar a Bella sozinha,
porque ela está muito enrascada. Você fica aliviado que a Bella esteja
bem, e não se importa com mais nada no começo. Mas não demora muito até
que as notícias ruins cheguem. Dr. Cullen vai voltar para o hospital  a
família inteira voltou à cidade. Sam convoca as patrulhas de novo, mas
não tão longe como antes. Se eles voltaram para ficar, então o bando tem
que reforçar as fronteiras outra vez. Ter certeza que não há
desentendimentos quanto ao que pertence aos quileutes.

Através do Charlie, o Billy fica chateado. Edward está de volta,
aparentemente nomeado como namorado da Bella de novo, sem nenhuma
repercussão da deserção dele. Bella não vem te ver, e você fica bravo,
embora não esperasse realmente que ela viesse. Você também está bravo
por saber que o Charlie deixa a Bella namorar o Edward de novo. Ele não
devia, como pai, fazer algo sobre isso?

Você bola um plano, mas não pensa muito nele. Se deixá-la de castigo,
ela não vai poder vê-lo& Talvez, se ela ficar longe dela, ela vai poder
se livrar do feitiço qualquer que ele colocou nela e se lembrar quem ele
é, e o que ele fez.

Outra, você tem uma nova preocupação agora. Desde que a Alice voltou,
seu maior medo é que algum dos vampiros perca o controle perto da Bella
e a mate por sede. Te acorre agora, que talvez haja algo pior. Talvez
eles têm intenções piores do que usá-la para saciar o apetite. Você nem
que ter a idéia na sua cabeça, mas não pode evitar.

Talvez eles tentem fazê-la uma deles.

É a pior coisa que você pode imaginar. É pior que matá-la  roubar a
essência dela e deixá-la como uma criatura inumana de pedra, uma
zombaria da pessoa que ela foi um dia. Era como se deixasse que um
estranho tivesse o corpo dela, só que uma versão fria, deformada desse
corpo.

Você sabe que a única coisa que deixaria o Charlie nervoso, mais que
qualquer coisa (exceto pela verdade, que você não pode dizer a ele), é a
moto da Bella. Você a leva até a casa dela e diz ao Charlie que está
devolvendo, porque a Bella não vai mais para La Push. Charlie fica da
cor de uma beterraba e grita com você por quinze minutos, prometendo que
vai contar para o Billy que está acontecendo. Quando ele te deixa ir,
você se esconde na floresta ao invés de ir embora, sabendo que o
sanguessuga irá saber pelo seu cheiro que você esteve aqui. Você tem um
aviso para entregar.

Assim como você esperava, Edward Cullen chega com a Bella para te
encontrar antes que ela veja o Charlie. É muito difícil se controlar,
mas você não vai se meter numa briga com a Bella ali. Ela pode se
machucar e você não vai quebrar a trégua dessa vez. Deixe que os Cullen
sejam os malvados dessa vez.

Bella está furiosa. Você estava preparado para isso, mas ainda é ruim
vê-la magoada.

O vampiro de pega de surpresa, te agradecendo pelo que você fez pela
Bella. Você se recusa a acreditar que ele está sendo honesto. É só algum
truque. Você descobre que a habilidade de ler a mente dele é ainda piore
do que você imaginava. Ele vê tudo o que você está pensando.

Embora ele já saiba o aviso que você veio dar, você responde a pergunta
da Bella sobre a trégua. Não só eles não podem se alimentar de humanos
como se eles quiserem preservar a paz com os lobos, eles não podem criar
novos vampiros.

A reação nervosa da Bella diz muito mais que você queria saber. Até
aquele momento, você se preocupava que os Cullen estivessem pensando em
transformá-la. Você não esperava que ela soubesse desse plano. Agora
você vê que ela própria está planejando isso  que é isso que ela quer.

Você precisa se esforçar muito mais do que uma dia precisou para manter
a forma. O resto da conversa não significa nada. Bella quer ser uma
vampira. Ela não percebe que essa transformação é só outra forma de
morte  pior que qualquer outra.

Se ele transformá-la, significará guerra. Você corre para casa para
dizer aos seus irmãos. Vocês precisam se preparar&